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    Cool Wine: Rodando softwares para Windows em Linux e BSDs

    Se você já foi – ou ainda é – um usuário do sistema operacional da Microsoft, provavelmente já sentiu muita falta de algum software desenvolvido somente para Windows sem um equivalente à altura no Linux. Nesse caso, a probabilidade de você conhecer o Wine é bastante alta. Basicamente, o Wine funciona como uma camada que expõe uma API compatível com a do Windows. Justamente pelo fato da gambiarra ser somente compatível – para não ferir o EULA da Microsoft, que não permite que componentes do Windows sejam distribuídos livremente – nem todos os programas são executados com perfeição.

    Antes de começar, uma curiosidade: o Wine foi um dos softwares com maior estágio de testes de todos os tempos. Para se ter uma idéia, o primeiro release do Wine aconteceu em 4 de julho de 1993 – isto é, mais de 15 anos atrás. Ele ficou durante treze anos em estágio alpha. Em 17 de junho de 2008, o Wine 1.0 foi lançado. Com esse release, o Wine está muito mais estável e executando bastantes softwares facilmente (motivo pelo qual este artigo está sendo atualizado). Aquelas gambiarras de cópia de DLLs da sua instalação do Windows, ou busca de tutoriais de instalação de determinados softwares na internet, finalmente estão acabando.


    Instalando

    É difícil explicar como instalar o Wine. Ou melhor, é difícil explicar como instalar um software no Linux, já que existem várias alternativas de instalação e elas podem mudar de distribuição para distribuição, como descritas na página de download do Wine. Você pode baixar o código-fonte do programa e compilá-lo (o que é uma tarefa muito mais difícil para iniciantes) ou ir pelo método mais fácil. No Ubuntu – uma das distribuições mais usadas no mundo – por exemplo, o procedimento está muito bem explicado, mas vamos detalhar isso em nosso idioma. Como eu acho que, neste caso, a linha de comando é muito mais interessante e rápida (nada de cliques e mais cliques), vamos lá:

    * Abra o terminal, localizado geralmente em Aplicativos > Acessórios > Terminal (ou Consola);
    * Copie e cole no terminal um dos comandos listados na página (em Command Line Instructions for Installing Wine), dependendo da versão do Ubuntu que você está utilizando;
    * O sistema se encarregará de baixar os arquivos necessários (assinatura digital e de repositório do Wine);
    * Rode sudo apt-get update (seguido de sua senha) para atualizar o banco de dados do APT;
    * Dê sudo apt-get install wine para instalar o Wine e suas dependências. Se o terminal perguntar por alguma coisa, confirme;
    * O APT baixará automaticamente o Wine e o instalará para você. Pronto!


    Configurando

    Ok. Você instalou o tal do Wine e agora quer rodar todos os softwares para Windows que quiser. Calma! Não é bem assim… Antes de tudo, vamos explorar um pouco das configurações do software. O Wine criou automaticamente um atalho do assistente de configuração em Aplicativos > Wine > Configure Wine. Caso isso não tenha acontecido, abra o terminal e digite winecfg.




    * Na aba Applications, você define configurações personalizadas para cada aplicativo e, em Windows Version, a versão do Windows que o Wine se identificará (o padrão atualmente é Windows XP). Em condições normais, não é necessário alterar essas configurações.
    * Na próxima aba, a Bibliotecas, você pode configurar o comportamento das DLLs do Wine. As DLLs que já vêm com o Wine são diferentes das que vêm no Windows. Isto é necessário para que possam ser compiladas em sistemas Linux e para não ferir o EULA da Microsoft como dito no início do texto.
    * Em Graphics, como o próprio nome já diz, é possível definir configurações gráficas, como o Direct3D e a simulação de uma área de trabalho virtual.
    * No Desktop Integration, há opções de instalação de temas do Windows. Os temas, claro, alteram apenas a forma dos botões e o esquema de cores. Você também pode configurar os locais padrão do Windows, como a pasta Meus documentos e Minhas imagens. Assim, o Wine não salvará os arquivos nas pastas dele, por exemplo.
    * Na aba Unidades, existe o mapeamento de unidades. Você pode configurar para que softwares Windows enxerguem a partição Z: como a sua pasta home. Isso é útil em softwares com salvamento de arquivo, assim você salva um trabalho no Adobe Photoshop, por exemplo, diretamente na sua pasta /home.
    * Em Áudio, claro, é possível definir configurações de áudio (WOW!).
    * Por fim, a aba About, que mostra a versão do Wine que você está utilizando e campos de preenchimento de nome e organização. Esses dados são utilizados na instalação de softwares.


    Antes de iniciar

    Como todo software, também existem limitações no Wine. Apesar de a probabilidade de executar algum software com sucesso não ser muito alta, ele já quebra o galho em algumas situações, principalmente com as últimas versões 1.0, que são capazes de rodar o Microsoft Office 2007 sem problema algum. Pode-se dizer que softwares menos complexos, mais antigos e que menos exigem acesso direto ao hardware, têm maiores chances de serem executados com perfeição no Wine. E é por isso que, na data deste artigo, não é possível rodar o AutoCAD 2009…

    Para evitar perda de tempo e dores de cabeça desnecessárias, há o AppDB do próprio projeto Wine, que lista inúmeros softwares para Windows e a sua respectiva compatibilidade com o Wine, bem como a versão e a distribuição utilizada para o teste. A ordem de compatibilidade é a seguinte: Platinum > Gold > Silver > Bronze > Garbage.

    Vale lembrar que é sempre importante manter a sua versão atualizada, visto que, a cada nova versão, são corrigidos bugs e adicionadas mais compatibilidades.


    Usando o Wine

    Utilizar o Wine é muito fácil. Você pode utilizar o bom e velho terminal para esta tarefa, com wine [caminho do programa]. O caminho do programa é o local onde o executável ou instalador está salvo. Caso queira instalar um software cujo instalador de nome SETUP.EXE está localizado na pasta /media/cdrom, basta executar wine /media/cdrom/SETUP.EXE. É importante lembrar que o Linux é case sensitive, ou seja, setup.exe é totalmente diferente de SETUP.EXE.

    Mas, em tempos modernos, nada melhor do que fazer tudo pelo modo Windows-like. Para tal, abra a pasta do instalador e dê um duplo-clique no arquivo de instalação (ou apenas um, dependendo da configuração da sua distribuição). Se tudo der certo, o instalador se abrirá e você viverá feliz para sempre. Divirta-se!

    Para finalizar, que tal uma screenshot do Microsoft Office Word 2007 rodando no Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex?




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    Fonte: Guia do PC
    Última edição por Cøłєridgє; 16-08-2010 às 02:25 PM.

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